A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

MODELOS RELIGIOSOS ENGARRAFADOS

ONDE ESTÁ O "SACA RÔLHAS"

Grupos religiosos se formaram e montaram esquemas fechados. Cada um deles tem um formato onde o crescimento é avaliado de acordo com a sua adaptação a este formato. Isto inclui a forma de louvar, de pregar, de cumprimentar, de falar e de vestir. Quanto mais parecidos com o esquema, mais você cresceu.


A única porta de saída para crescer e voar está fechada. O leão de chácara é o líder centralizador. Você cresce dentro do esquema religioso pré moldado montado por um caudilho. Ele é a rolha desta garrafa jamais ultrapassada.


Não importa o título que lhe dão. Pastor, missionário, bispo, apóstolo, patriarca. Nosso problema não é com o título, mas com o modelo imposto.


Esta pessoa nos impede até de olhar para Jesus, pois ele é colocado como um intermediário entre nós e Cristo, um degrau a ser alcançado antes de chegarmos a Jesus.



Há um só mediador entre Deus e o homem, Jesus Cristo. O líder deveria se manter na posição de facilitador, de porta sempre aberta para o crescimento, um trampolim e não uma rolha.

No Gênesis está escrito que cada um deve se reproduzir segundo a sua espécie. 

Por qual motivo os grupos apostólicos e outros modelos centralizadores podem ter vários pastores, mas somente um bispo, ou apóstolo ou vários apóstolos e um só patriarca?

Por que alguns grupos religiosos têm um pastor, vários presbíteros e diáconos? 

Será medo de ser ultrapassado? 

Acho que a coisa funciona mais o menos deste modo: - Se alguém chegar no meu nível eu preciso inventar um cargo maior e ser o primeiro a ocupá-lo.

A própria construção do salão de cultos é feita de forma a centralizar a atenção de todo mundo em uma única pessoa. Ele fala e os outros ouvem.

Sair deste ponto e chegar ao modelo atual de apostolado foi só uma questão de tempo. Gostaria de nem sequer ver o que ainda vem pela frente.

A apostolicidade moderna é apenas um dos títulos usados para reforçar a nossa sede de poder.
Em alguns ambientes o título de pastor já serve. Só muda o público alvo. O pastor domina uma igreja, o presidente dos jovens, uma parte dela e o pai domina uma família. O apóstolo tem seu domínio ampliado por que a sua sede é maior e a sua eficiência também.

O problema não está no título, mas no tamanho da sede pelo poder. No fundo, no fundo, é tudo farinha do mesmo saco.

Jesus abriu passagem ao dizer: Quem crer em mim fará as mesmas obras e ainda maiores.

Ele não dá fechadas e não teme ser ultrapassado. Sua posição está garantida pelo Pai.

Ubirajara Crespo

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Um comentário:

  1. Muitos modelos, pouca identidade de cristãos.

    www.vivendoteologia.blogspot.com

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